08/09: O Árbitro no Desporto Escolar – Muito Além da Mediação

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MEDIAÇÃO EM QUADRA: o papel da arbitragem escolar

Eles são xingados, injustiçados, vistos muitas vezes como os grandes vilões mas mantêm-se firmes em sua função de mediar uma partida. Estamos falando dos árbitros, uma função de suma importância para o esporte e que, ainda não é considerado uma profissão.

E para falar sobre esse tema polêmico os árbitros Silmara Furtado e Walter Thiersen somaram ao time de convidados participantes do Fórum Online Paulista Continuado de Esporte Escolar que, no dia 08 de setembro trouxe como temática “O Árbitro no desporto escolar: muito além da mediação.

Como de praxe as discussões foram abertas com a enquete produzida pela Fedeesp que questionou a população sobre a função da arbitragem: O árbitro escolar deve ter a função de um professor? As opiniões foram diversas passando pela necessidade do profissional ter um diploma de educação física e outros que disseram bastar a vocação.

O presidente da Federação do Desporto Escolar de Sergipe, Walter Thiersen destacou que não vê necessidade do árbitro ser um educador físico e sim, um especialista na modalidade: “ O papel do árbitro está muito mais ligado a modalidade em si, as regras, a condução e, por não ser uma profissão regulamentada não temos, a meu ver, como fazer esta cobrança da formação em educação física. Para a formação do árbitro é requerido cursos específicos promovidos por confederações que atuam nas modalidades mas, o que move um árbitro sem dúvida é a vocação”, afirmou Walter.

Silmara Furtado, que atua com arbitragem no handebol a 31 anos falou sobre a sua experiência e principais desafios em quadra: “Eu me formei em educação física, fui atleta e, em 1989 passei a ser também arbitra pela Federação Paulista De Handebol/FPHB. Como foi dito aqui é preciso ter de fato vocação para atuar em quadra como o mediador e, penso que no escolar, também temos essa função do educador que é mostrar para o atleta escolar o porquê ele ter cometido uma infração, ter tomado um cartão porque acima de tudo precisamos entender que este atleta está em formação. Mas, em modalidades individuais acredito que é um pouco mais difícil ter essa postura pelo volume de atletas participantes, que é variável além de esbarrar em questões como o time da competição. Mas, independente da formação do árbitro, se formado ou não em educação física, o que se deve ter acima de tudo numa arbitragem escolar é o bom senso”, disse Silmara.

Também foi falado no Fórum sobre a participação dos árbitros brasileiros em competições escolares. A CBDE – Confederação Brasileira do Desporto Escolar sempre indica árbitros brasileiros para atuarem em mundiais escolares como recomenda a Federação Internacional do Esporte Escolar – ISF. Uma diferença apontada por Walter Thiersen, que compõem a comissão técnica da natação da ISF, é que alguns países europeus, até mesmo como forma de incentivo, costumam indicar jovens atletas para atuarem como árbitros diferente do Brasil que, embora tenha também jovens árbitros, prima pela qualificação dos mesmos e credenciamento em entidades ligadas às categorias.



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